



História e pontos turísticos de Istambul
Istambul, com mais de 15 milhões de habitantes, está entre as cidades mais fotogênicas do mundo. Localizada no estreito de Bósforo, onde o Oriente e o Ocidente se encontram, é uma mistura da Europa e da Ásia e é rica em história e cultura, refletindo os muitos impérios que a governaram.
A cidade foi fundada como Bizâncio ( Bizantino ) no século VII a.C. por colonos gregos de Mégara, uma cidade de vocação agrícola, 43km a oeste de Atenas. Em 330 d.C., o imperador romano Constantino, o Grande , fez dela sua capital imperial, renomeando-a primeiro como Nova Roma e depois como Constantinopla. A cidade cresceu em tamanho e influência, tornando-se um farol da Rota da Seda e uma das cidades mais importantes da história.
A cidade serviu como capital imperial por quase 1600 anos: durante os impérios romano / bizantino (330–1204), latino (1204–1261), bizantino tardio (1261–1453) e otomano (1453–1922). Desempenhou um papel fundamental no avanço do cristianismo durante os tempos romano e bizantino, antes da sua transformação em uma fortaleza islâmica após a chamada Queda de Constantinopla (a captura do Império Bizantino pelo Império Otomano em 29 de maio de 1453), se tornando a sede do Califado Otomano em 1517.
Em 1923, após a Guerra da Independência, Ancara substituiu a cidade como capital da recém-formada República da Turquia . Em 1930, o seu nome foi oficialmente mudado para Istambul, a tradução turca da denominação grega usada desde o século XI para se referir coloquialmente à cidade.
A medieval Torre Galata, no movimentado distrito de Beyoglu, se destaca no relevo de Istambul e o seu topo é melhor ponto para fotos panorâmicas da cidade, que tem cerca de 3.100 mesquitas e seus minaretes dominam o horizonte. A sua versão atual data de 1348 em estilo românico e com 66,9m (219,5 pés) era o edifício mais alto da então Constantinopla. Sua última restauração foi em 2020, quando foi reinaugurada como museu.
A Hagia Sophia, que se traduz Santa Sabedoria, está entre os edifícios mais icônicos da cidade. Inicialmente foi construída como uma Basílica Cristã Ortodoxa Grega, depois foi uma Mesquita antes de se tornar um Museu. Em 10 de julho de 2020, o Conselho de Estado da Turquia revogou o status de museu do templo, e um decreto posterior do presidente Recep Tayyip Erdoğan determinou a reclassificação de Santa Sofia, convertendo-a novamente em mesquita.
Sobre as cabeças das centenas de religiosos e turistas que a visitam diariamente, é importante registar
as suas paredes e domo, que guardam sinais das suas seculares transformações. No Império Otomano, os sinos, o altar, a iconóstase e os vasos sagrados foram removidos e diversos mosaicos foram cobertos por gesso e diversas características islâmicas, como o mirabe, o mimbar e os quatro minaretes, foram adicionadas. Após a sua secularização em 1931 ela permaneceu fechada ao público até 1935, quando foi reaberta já como um museu na recém-criada República da Turquia. Não obstante, os mosaicos coloridos permaneceram cobertos de gesso em sua maior parte, e o edifício deteriorou-se. Uma missão da UNESCO em 1993 documentou sua deterioração e desde então restaurações têm sido empreendidas. Os excepcionais mosaicos do piso e da parede que estavam cimentados desde 1453, agora são escavados e recriados gradualmente, entre outras benfeitorias.
O outro edifício importante no distrito de Sultanahmet é a gloriosa Mesquita do Sultão Ahmed, conhecida como Mesquita Azul. A mesquita recebe o nome pelos seus lindos azulejos azuis decorados que adornam as paredes internas. Uma pena que não consegui fotografar o seu interior, todo encoberto por andaimes pelas obras de restauração.
Recomendo o terraço do Hotel Seven Hills, de onde esses dois templos podem ser fotografados, com seus imponentes minaretes contra o azul do céu noturno de Istambul.
A Mesquita Ortaköy (Grande Mesquita Imperial do Sultão Abdülmecit), do século XVIII, está localizada às margens do Estreito de Bósforo, no meio de um bairro movimentado e de algumas das melhores barracas de comida da cidade. Esta bela mesquita histórica, tendo como pano de fundo a moderna Ponte do Bósforo, é um local perfeito para ser fotografado, porém requer muita paciência, pois a pequena plataforma quadrangular é muito disputada e o cais muito movimentado por pessoas e barcos. A menos que você vá lá de madrugada, você precisará compor várias fotos, durante pelo menos 1 hora, para ter um resultado final atraente e "limpo".
O Grande Bazar é um dos maiores e mais antigos mercados cobertos do mundo, com 61 ruas e mais de 4.000 lojas em uma área total de 30.700m², atraindo entre 250.000 e 400.000 visitantes diariamente. Em 2014, foi listado como número 1 entre as atrações turísticas mais visitadas do mundo, com mais de 91 milhões de visitantes anuais. Pode ser encontrado de quase tudo nele, incluindo especiarias e cerâmicas.
A Rua Istiklal é uma das favoritas para passear na cidade. Está cheia de boutiques, cafés e lojas de grandes marcas. O histórico bonde vermelho, em seu curto trajeto exclusivo por esta rua para pedestres, é uma grande atração e uma icônica oportunidade fotográfica de Istambul.









